quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Brasil não escapa da intolerância religiosa - Joyce Carvalho

A intolerância religiosa tornou-se assunto frequente nas páginas de jornais por conta do conflito histórico no Oriente Médio. Mas ela não acontece apenas em uma parte específica do planeta. No Brasil, a intolerância religiosa é presente e um estudo investiga casos dentro das escolas. Este é o tema de um trabalho que está sendo desenvolvido pela Relatoria do Direito Humano à Educação, iniciativa da Plataforma DHESCA (Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais), que reúne trinta organizações e redes nacionais de direitos humanos. A Relatoria tem apoio da Unesco, do Programa de Voluntários da Organização das Nações Unidas, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos e da Procuradoria Federal do Direito do Cidadão.

Pesquisadores envolvidos no relatório já passaram pelos estados do Rio de Janeiro e da Bahia para apurar a situação da intolerância religiosa nas escolas. Eles ainda irão ao Rio Grande do Sul e São Paulo. Há possibilidade de visitarem o Paraná. A equipe vem recebendo relatos de todo o País. O relatório completo deve ser finalizado em dezembro deste ano, mas hoje haverá a apresentação de um informe preliminar. Isto acontecerá durante a Marcha Nacional pela Liberdade Religiosa, no Rio de Janeiro.

"Temos observado que a intolerância religiosa é invisível no cotidiano, mas se traduz em problemas como a proibição da capoeira, a humilhação de quem segue religiões com matriz africana, a demissão de professores (adeptos de religiões de matriz africana ou que abordaram conteúdos dessas religiões em classe). Houve um caso no Rio de Janeiro de apredejamento e outro de espancamento de uma criança por conta disto", comenta a Relatora Nacional de Educação, Denise Carreira.

De acordo com ela, existem locais com um crescente conflito religioso, com determinados grupos neopentecostais que pregam a "demonização" de algumas religiões vindas da África. Ela acredita ser importante a efetiva implantação da lei 10.639/2003, que obriga o ensino de história africana e afro-brasileira nas escolas. "Ela dá visibilidade a uma história ignorada por séculos", afirma Carreira.

A relatora demonstra preocupação com o Ensino Religioso confessional, ou seja, ligado a uma religião específica. Quatro estados adotam esta prática (Acre, Ceará, Bahia e Rio de Janeiro). Para ela, é um assunto que precisa ser debatido e a aula de religião pode contribuir para este clima de tensão. "Somos muito críticos a isto e ao acordo entre Brasil e Vaticano (que permite o ensino do catolicismo nas escolas pública). Vai contra a laicidade, como está na Constituição Brasileira", avalia.

Preconceito de forma velada

Preconceito na escola, no trabalho, na sociedade. Mesmo nos dias de hoje, com mais informação acessível, a religião pode desencadear um comportamento antiético em um País que permite qualquer manifestação religosa. "A gente sabe que, mesmo veladamente, acontece. Ninguém faz abertamente porque é crime. A ignorância talvez seja o fator primordial para isto. Aqui a intolerância religiosa não é tão visível, mas temos relatos sim", diz Marco Boeing, diretor administrativo da Federação Umbandista do Estado do Paraná. Ele conta que a entidade inclusive tem feito ações para que a população conheça mais a Umbanda e suas características.

Para o presidente da Federação Espírita do Paraná, Francisco Ferraz Batista, um exemplo do preconceito religioso está ocorrendo no Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que está em andamento em todo o País. Na pergunta sobre religião, não existe a opção espiritismo, e sim somente a terminologia kardecista. Ele acredita que ainda há muita falta de conhecimento do que seja a doutrina espírita e também de outros sistemas religiosos. (JC)

Ensino religioso facultativo

Nas escolas públicas estaduais, o Ensino Religioso é facultativo para os alunos. Quem participa, passa a conhecer a história e as características de várias religiões. "Jamais é dada uma aula de religião. Trabalhamos com o conhecimento sobre o Sagrado em diferentes religiões. O grande mote é o respeito à diversidade religiosa", explica Elói Corrêa dos Santos, coordenador disciplinar de Ensino Religioso da Secretaria de Estado da Educação (Seed). Para isto, os professores passam por educação continuada e há materiais disponíveis para uso dentro de sala de aula. Os pais são informados sobre a existência do Ensino Religioso e os alunos têm a opção de não participar. "A grande maioria dos alunos participa", garante. Os encontros acontecem especificamente na 5.ª e 6.ª séries do Ensino Fundamental, mas até o último ano do Ensino Médio existem matérias que permeiam pela história das religiões, como a própria disciplina de História.

Santos lembra que os símbolos religiosos foram retirados das escolas estaduais, o que gerou muita polêmica. "Vieram sugestões para colocarmos símbolos de cada uma das relogiões, mas as escolas não são espaços ecumênicos", afirma. (JC)

Fonte: http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/477156/?noticia=BRASIL+NAO+ESCAPA+DA+INTOLERANCIA+RELIGIOSA

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Monarquistas Brasileiros do Século XXI


Como esta no meu perfil, eu faço História na Universidade Federal do Tocantins e estou estudando em História do Brasil III a proclamação da Republica, o que me levou a pesquisar o lado "menos favorecido" desse fato histórico e percebi o quanto essa história foi depurtada por historiados ditos Republicanos.
Impressionou-me o fato de ainda no século XXI existirem monarquistas convictos, e ainda mais, pesquisando melhor, conseguir encontrar vários fatos importantes, desconhecidos como o “Plebiscito sobre a forma e o sistema de governo do Brasil (1993)”.
Encontrei vários sites de monarquistas, defendo essa forma de governo no Brasil, esses monarquistas brasileiros do século XXI defende suas idéias com bases sólidas e históricas. O que causou a mim, grande relevância em tudo o que foi dito e ainda muito relevante.
Por isso, posto aqui as suas idéias em apoiar a monarquia no Brasil e ainda indicarei alguns sites encontrados por mim que defende essa idéia.


Manifesto aos Monarquistas Brasileiros


O documento abaixo é um manifesto elaborado e divulgado por movimentos e entidade civis que defendem a monarquia como forma de governo.

Manifesto aos monarquistas brasileiros
(Março de 2007)


Manifesto aos monarquistas brasileiros


Monarquistas,


O movimento monárquico conheceu a clandestinidade por mais de 99 anos. Por praticamente todo um século fomos cerceados em nossa liberdade de mostrar ao País a verdadeira lama em que o regime republicano colocou nossa Nação. Fomos calados de todas as formas possíveis e imagináveis, na mais longa repressão à liberdade de expressão já experimentada pelo Brasil, até que na Constituição de 1988 a mordaça foi-nos retirada.


A nova Carta Magna não apenas nos dava a liberdade de novamente falarmos, mas também previa um plebiscito no qual o povo poderia se manifestar, de modo teoricamente livre, sobre a forma e o sistema de governo que desejaria para o País. Contudo, como muitos de nós ainda se lembram, houve lamentável manipulação, que começou com a antecipação inconstitucional do Plebiscito, impedindo maior organização das frentes parlamentaristas republicana e monárquica, passou por uma propaganda explicitamente enganosa e chegou a uma cédula que confundia o eleitor, levando finalmente à anulação de muitos votos que à nossa causa seriam dados. Os resultados são de todos conhecidos.


É indiscutível que esse foi o momento no qual nós monarquistas mostramos uma atividade conjunta, que no auge do movimento chegou a registrar 27% das intenções de votos. Amordaçados até aquela oportunidade, tivemos por causa disso atuação reconhecidamente quase amadora, em que pese a extrema devoção e boa vontade de muitos dos que participaram da frente monarquista. Ainda assim, conseguimos trazer a nosso favor importante parcela do eleitorado, o que, então, demonstrava o embasamento de nossa causa, ao mesmo tempo em que isto motivava uma onda de calúnias contra nós. De qualquer forma, vale a pena ressaltar que, nesse momento, quando estivemos mais próximos do que nunca de tentar restaurar nossa Monarquia, foi quando vivenciamos uma participação política mais evidente, discutindo propostas, agindo de forma mais direta e com maior utilização das ferramentas políticas disponíveis naquela oportunidade.


Contudo, após a derrota que nos foi impingida pelo presidencialismo, e graças em parte aos nossos equívocos de campanha e, mais ainda, aos métodos escusos utilizados pelos republicanos, mergulhamos em longo e tenebroso inverno de retraimento, com atuação praticamente nula. Basicamente, desde aquele plebiscito, os núcleos monárquicos têm consistido de reuniões virtuais e raros encontros de pessoas, durante as quais os monarquistas discutem entre si as vantagens do sistema, com pouco ou nenhum proselitismo. Desaparecemos da mídia, e mais uma vez o povo brasileiro chega a ignorar a própria existência de uma Família Imperial. Pior que tudo isso, estando fragmentados em nosso próprio meio não conseguimos passar aos descendentes de Dom Pedro II a unidade de que tanto precisam para que possam tomar uma decisão que signifique uma anuência à nossa luta. Com isso, além de não estarmos agindo, enfraquecemos a pouca ação que nasce.


Todavia, mais uma vez o momento histórico está se tornando favorável para nossa Causa. O mar de lama que inunda os poderes republicanos instituídos mostra por si só todas as mazelas do atual sistema de governo. Nossa voz será novamente ouvida, talvez com mais eficiência e se tivermos a vontade e a decisão para tanto, dado que passou o deslumbre com o retorno da “democracia” republicana. Cresce o clamor por uma ação mais enfática em todos os núcleos monárquicos e cada um de nós sente a necessidade desse empenho mais evidente em prol de um movimento mais coeso e conseqüente.


Temos de agir. Isto já é consenso. Mas não podemos reiniciar nossa cruzada fragmentados. A busca da unidade é imprescindível para que voltemos a atuar politicamente!


Entretanto, tendo como Norte a busca dessa unidade e a vontade de agirmos politicamente, jamais poderemos nos esquecer que Monarquia nada tem a ver com partidos políticos, quaisquer que sejam suas cores. Reis ou imperadores ficam acima disto. Monarquia não existe para fragmentar, e sim para unir. Príncipes não pertencem a movimentos políticos, e nem estes àqueles. Príncipes não podem e nem devem participar de política, pela própria natureza do papel histórico que lhes é reservado. Contudo, os monarquistas devem ter participação política. Os monarquistas devem ter atuação política. Os monarquistas devem ter vontade política. Os monarquistas devem ter poder político. De outra forma, jamais poderemos ter esperanças do retorno da Monarquia.


Temos de atuar de forma decidida e incontestável, unidos como feixe de gravetos que se torna inquebrável. A liderança principesca no Brasil surgirá naturalmente, mas não podemos esperar por ela ou contar com ela para agirmos. É como esperar o fruto antes do nascimento da semente. Temos de reunir esforços em torno de uma atuação política mais intensa e presente por parte de todos os monarquistas.


Temos de unir todas as forças que pudermos aglutinar em torno da Causa da Restauração. Não podemos prescindir dos esforços dos descendentes daqueles que, através de seu sangue, escreveram valiosas páginas de nossos registros históricos. Que este apelo, um chamado da História, também encontre eco entre os guardiões da Memória e das verdadeiras conquistas da Nação Brasileira. Que seus representantes atuais façam coro à nossa voz.


Ainda cumpre dizer que a plêiade necessária à plena realização de nossos objetivos não apresentará sucesso se não beber na fonte da intelectualidade brasileira. Dispensar o concurso das mentes de escol que vicejam em nosso País será garantir a morte de qualquer iniciativa, mesmo as ainda não nascidas. Tentar levar adiante um movimento desprovido do concurso das Ciências Políticas e Sociais, distanciado da História e da Filosofia, longe de ser um sonho, é uma quimera.


Feitas estas considerações, temos que imaginar e traçar conjuntamente planos de ação que nos sirvam de diretrizes para uma ação monarquista unificada. Os princípios gerais, que unem a grande maioria, se não todos os monarquistas, seriam até onde sabemos: a restauração da monarquia parlamentarista através da Casa de Bragança; a adoção de um modelo organizacional realmente federativo para nosso País, com maior poderes e recursos para os Estados; voto facultativo e distrital misto com a possibilidade do recall, mecanismo pelo qual um político eleito pode ter seu mandato cassado ou revogado por reavaliação popular no caso de crimes por ele praticados, como os de corrupção, ou ainda por sua incompetência ou inoperância legislativa; combate à corrupção generalizada nos poderes constituídos; e redução da carga tributária.


1) A Restauração Monárquica é a primeira bandeira. Tem que ser nos moldes parlamentaristas, que se mostraram eficientíssimos por todo o mundo. Vale ressaltar que o próprio parlamentarismo nasceu nas monarquias e funciona melhor quando a elas é associado, dado o caráter apartidário do Monarca, que garante maior imparcialidade na Chefia de Estado. Somente com o poder moderador de um Monarca, atuando como fiel da balança entre os embates políticos, é que chegaremos ao justo equilíbrio em um regime parlamentarista brasileiro. O poder do Chefe de Estado, com as atribuições de indicar e destituir o Primeiro-Ministro e dissolver o parlamento, convocar plebiscitos e referendos e deter a chefia suprema das Forças Armadas, jamais poderá ficar nas mãos de membro da casta política sem prejuízo da Democracia. O reiniciador de nossa Monarquia tem de vir da Casa de Bragança. Isso é ponto pacífico, tanto pelos laços históricos desta Casa com nossa Monarquia, quanto pelo parâmetro que já temos, que nos protegem de aventureiros postulantes ao trono e pela respeitabilidade do monarca a ser entronizado.


2) A revisão do Pacto Federativo é uma necessidade premente da Nação. Em um país de dimensões continentais como o Brasil, as reais necessidades de cada Estado da Federação são muito particulares e conhecidas de forma mais adequadas por seus respectivos cidadãos. Logo, cabe a cada Estado tanto a parcela maior de poder sobre tudo o que lhe disser respeito diretamente, quanto maior quantidade de recursos para que possa atender às suas necessidades locais. A centralização excessiva de poder e de recursos que atualmente caracterizam o Brasil é fonte de desigualdades e injustiças face às reais necessidades dos brasileiros em suas respectivas realidades.


3) Nosso sistema eleitoral é outra mazela. Somos obrigados a votar, o que não apenas fere o conceito de direito, tendo em vista que a principal característica de um direito é a possibilidade de usá-lo ou não, mas faz com que muitos dos votantes sejam pessoas sem o menor compromisso com a melhoria de nosso País. O caráter majoritário simples não apenas leva a distorções de representatividade, mas facilita a formação de alianças de caráter duvidoso entre os candidatos, necessitados que estes ficam de maiores recursos para se elegerem com votos de regiões de fora de suas bases reais e ficam, portanto, reféns de interesses que não se coadunam com os do povo. Desta maneira, o voto distrital puro ou misto atuaria com perfeito sistema de pesos e contrapesos políticos, com o caráter distrital, que levaria à eleição de políticos efetivamente ligados a seus distritos eleitorais. O recall, conforme mencionado mais acima, é um recurso que literalmente dará à população o direito de confiscar o mandato de um deputado que não esteja cumprindo seu papel. Tal recurso, aliado ao sistema parlamentarista, forçaria a classe política a ter maior compromisso com seu verdadeiro papel na sociedade, ao contrário do que temos vistos nestes 117 anos de república.


4) Como corolário, mas também conseqüência do que foi acima dito, entra o combate à corrupção. Esta praga que denigre todos os níveis de poder do País, gerando desvios de recursos vitais para as necessidades de nossa população e vicia os cargos que passam a ser ocupados de acordo com compromissos políticos ao invés de ser por competência. O retorno de uma “sentinela vigilante” monárquica, em um sistema parlamentarista, no qual governos e parlamentos caem por incompetência, associado a um sistema distrital misto que forçaria a classe política a ter mais compromisso ora com suas bases, ora com os partidos e o recurso do recall, já são, em conjunto, poderosas ferramentas contra a corrupção por parte dos políticos. Contudo, a bandeira deve ser ainda assim levantada, como marco da tolerância zero a se ter com os carniceiros da coisa pública.


5) Outro ponto de união deve ser a redução da carga tributária. A república aumentou em mais de três vezes a quantidade de impostos que existia durante o Império, martirizando o cidadão e comprometendo os empreendedores do crescimento da Nação, tudo para alimentar um sistema altamente ineficiente e um Estado agigantado. Na Monarquia, vigorava o pensamento de que enquanto se puder cortar despesas, não se criam impostos, pensamento esse que foi vergonhosamente invertido no atual sistema. O Estado tem por função servir ao povo, e não o contrário. Essa a grande verdade nas Nações verdadeiramente civilizadas e democráticas, e não isso que tentam nos enfiar goela abaixo com o mito das eleições diretas como pilar da democracia.


6) Há que se depender de um partido de conteúdo monarquista, ou no mínimo da participação de monarquistas em algumas das agremiações legalmente existentes, ou de amplo movimento que inclua ações políticas, para que nossas idéias e programas possam ser disseminados e conquistados. Sem esse mecanismo criado pelos republicanos ficamos desprovidos das condições de, particularmente, alcançarmos os meios de comunicação e através deles dizermos as verdades com as quais comungamos. Mas, qualquer que seja o meio a ser utilizado, deve ficar absolutamente claro que os monarquistas não compactuam com quaisquer modelos viciados existentes nas relações políticas atuais. Devemos ser exemplos de retidão e de ética.


Eis o que acreditamos possam ser os pontos iniciais para serem debatidos em busca da união de todos os monarquistas visando a uma retomada de nossa ação política objetiva e que submetemos à consideração de todos. Fazemos, os signatários deste documento, uma conclamação ao trabalho, a novas idéias e conceitos. Propomos aqui a discussão para a ação conjunta em torno desses seis pontos ou outros que possam ser aventados, para que nossa Causa deixe de ser um sonho, e se torne efetivamente uma feliz realidade de nosso País.


Unamo-nos e trabalhemos! Unamo-nos pela Monarquia!


Assinam, por ordem alfabética, as seguintes organizações ou grupos:


Brasil Imperial
Alan Assumpção Morgan


Círculo Monárquico Paraense Dom Pedro Gastão
Flávio Miranda


Comunidade Monarquia
Kristhian Rupp Mancilla


Comunidade Monarquia Parlamentar Legítima
Astrid Bodstein


Comunidade Pró-Monarquia Parlamentarista Ezequiel Novais Neto


Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos (IBEM-Nacional)
Carmem Carneiro


Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos de Minas Gerais (IBEM-MG)
Ezequiel Novais Neto


Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos do Rio Grande do Sul (IBEM-RS)
Carlos Alexandre J. Bertolin


Movimento Monárquico Brasileiro (MMB)
Cláudio Silva Menezes



Sobre o Plebiscito sobre a forma e o sistema de governo do Brasil (1993):
O plebiscito de 1993 no Brasil foi regulado pela lei número 8.624 de 4 de fevereiro de 1993[1], dando-lhe a função de determinar, 104 anos depois da Proclamação da República, qual a forma e sistema de governo em que funcionaria o Estado brasileiro.

Todos os eleitores foram chamados a votar no pleito plebiscitário em 21 de abril de 1993[1], devendo fazer duas escolhas, cada uma delas apresentando duas opções:

Forma de governo:
Monarquia
República

Sistema de governo:
Presidencialismo
Parlamentarismo

Campanha pró-monarquista

O slogan adotado para a defesa das idéias monarquistas, veiculado na televisão brasileira, era Vote no rei.

A emenda do plebiscito à Assembléia Nacional Constituinte foi apresentada, em 1987, pelo deputado Antônio Henrique da Cunha Bueno, que foi obtida mediante a colheita de assinaturas (emenda popular, com mais de 1 milhão de subscritores).

A campanha encetada conseguiu que a proposta obtivesse o índice de intenções de voto de 22% do eleitorado, em 1992. Para fazer frente aos monarquistas, os principais partidos políticos do país à época (PT, PFL, PMDB e PTB) formaram a chamada Frente Presidencialista de um lado, e a Frente Parlamentarista (PSDB) de outro, que se opuseram ao retorno da monarquia.

Números de Resultados e fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Plebiscito_sobre_a_forma_e_o_sistema_de_governo_do_Brasil_(1993)

Outros sites de monarquistas brasileiros:

http://argumentario.zip.net/
http://imperiodobrasil.zip.net/
http://partidomonarquista.ning.com/
http://verdadesmonarquicas.blogspot.com
http://www.monarquia.org.br/portal/
http://monarquiaxrepublica.blogspot.com/


Pesquise e Critique!
A História é feita de versões e verdades!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

No dia do Sexo - A História da Camisinha (Preservativo/Codom de Vênus)



As doenças sexualmente transmissíveis (DST) e o aparecimento da AIDS influenciaram de maneira decisiva a sexualidade humana durante o século XX. Até então, essa era uma questão tratada com reservas e pudor pela saúde pública. O vírus HIV forçou uma mudança sem precedentes. Dentro desse contexto, falar sobre sexo (independentemente da escolha de cada um), promiscuidade e, principalmente sexo sem proteção, virou uma obrigação dos profissionais da saúde, dos educadores e dos pais.

A prevenção da gravidez indesejada e das doenças sexualmente transmissíveis sempre fizeram parte das civilizações urbanas. A cidade trouxe consigo a necessidade de planejar o crescimento, a produção de alimentos, a disponibilidade de moradia.

O nascimento de filhos fora da união oficial sempre foi motivo de escândalo social. Tudo isso levou à criação de métodos capazes de evitar a gravidez, sem, no entanto, furtar o prazer do ato sexual.
Os chineses foram os criadores da primeira versão do preservativo: envoltórios de papel de seda untados com óleo. Os japoneses também possuíam hábito semelhante. Desde 1850 a.C. os egípcios utilizavam métodos contraceptivos. As mulheres colocavam em suas vaginas uma série de produtos para bloquear ou matar os espermatozóides. Elas utilizavam fezes de crocodilos (por possuírem pH alcalino, tal qual os espermicidas modernos), gomas e uma mistura de mel e bicarbonato de sódio. Os homens utilizavam protetores para o pênis, confeccionados em linho ou a partir de intestinos de animais. Tais protetores, porém, não possuíam função contraceptiva: funcionavam como estojos. Eles protegiam o pênis contra galhos e picadas de insetos durante as caçadas.


A mitologia grega apresentou a camisinha para o Ocidente. O rei Minos, filho de Zeus e Europa, era casado com Pasiphë. O monarca era conhecido por seu amor pelas mulheres e suas inúmeras amantes. Por obra de Pasiphë, Minos passou a ejacular serpentes, escorpiões e lacraias, que matavam todas aquelas que se deitasse com o soberano. Pasiphë era imune ao feitiço aplicado a Minos, mas este tornou o rei incapaz de procriar. Minos, no entanto, se apaixonou por Procris. Para evitar que a relação com Minos lhe trouxesse a morte, Procris introduziu em sua vagina uma bexiga de cabra. Os monstros ficaram aprisionados na bexiga e Minos voltou a poder ter filhos.



Durante o século XVI a disseminação das doenças sexualmente transmissíveis assolava a Europa. Nessa época elas eram chamadas de doenças venéreas. Esse nome faz referência às sacerdotisas dos templos de Vênus, que exerciam a prostituição como forma de culto à Deusa do Amor. Foi quando o anatomista e cirurgião Gabrielle Fallopio confeccionou o que descreveu como uma "bainha de tecido leve, sob medida, para proteção das doenças venéreas". Tratava-se de um forro de linho do tamanho do pênis e embebido em ervas. Ele a denominou De Morbo Gallico, em um artigo escrito em 1564. Shakespeare denominou-a "luva de Vênus". No final do século XVI os preservativos de linho passaram a ser embebidos em soluções químicas e depois secados. Eram as precursoras dos espermicidas modernos. No século XVII, um médico inglês conhecido como doutor Condom, alarmado com o número de filhos ilegítimos de Carlos II da Inglaterra (1630-1685), criou para o rei um protetor feito com tripa de animais.

Em inglês, camisinha é "condom", em referência a esse médico. Outro episódio contribuiu para a difusão da camisinha. Ao final da Guerra da Sucessão Espanhola, líderes das principais nações européias reuniram-se na cidade de Utrecht (1713-1714). Tal evento chamou para o local toda a sorte de donzelas, ávidas em proporcionar diversão aos congressistas e desejosas por conseguir algum dinheiro. Mas traziam consigo algo já bem conhecido da ciência européia: doenças venéreas. Um criativo artesão local teve uma idéia: costurou na forma de uma bainha anatômica um ceco de carneiro e obteve, assim, um preservativo.

A seguir as imagens de Gabrielle Fallopio e sua invenção: a 'luva de Vênus', nas palavras de Shakespeare.


E Camisinha de vísceras animais(ceco, bexiga) do século XVIII


O temor em relação às doenças venéreas tinha uma importante justificativa: os recursos terapêuticos eram muito pouco eficientes. Doenças como a sífilis eram praticamente incuráveis. A sífilis foi a AIDS da época. Indivíduos contaminados caminhavam para morte, sempre rodeados por todo o tipo de preconceito. A cura para a sífilis (penicilina) foi obtida apenas na segunda metade do século XX.


A sífilis assombrou a Europa a partir do século XVI e atingiu grandes proporções ao longo dos séculos. Campanhas de prevenção foram detonadas. O tratamento medicamentoso para a doença apareceu apenas na segunda metade do século XX.

A expressão preservativo apareceu pela primeira vez nos anúncios das casas de prostituição de Paris, em 1780: "Nesta casa fabricam-se preservativos de alta segurança, bandagens e artigos de higiene." Ela foi logo substituída por uma expressão curiosa, "redingote anglaise", que queria dizer "sobretudo inglês", o que equivaleria hoje ao termo "camisa-de-vênus" ou mais intimamente falando, "camisinha".

Em 1839 Charles Goodyear descobriu o processo de vulcanização da borracha. A vulcanização consiste na transformação da borracha crua em uma estrutura elástica resistente. Isso permitiu a confecção de preservativos de borracha. Esses eram grossos e caros. Eles eram lavados e utilizados diversas vezes, até que a borracha arrebentasse.

A evolução surgiu com as camisinhas de látex, a partir de 1880. Em 1901, a primeira camisinha com reservatório para o esperma apareceu nos Estados Unidos. As camisinhas de látex adquiriram popularidade apenas a partir da década de 30. Cerca de um milhão e meio de camisinhas foram comercializadas nos Estados Unidos, em 1935.


Preservativo de borracha - 1861

Nas décadas seguintes, a camisinha foi caindo em desuso, principalmente após a descoberta da pílula anticoncepcional, na década de sessenta. Mas o aparecimento da AIDS, na década de oitenta, mudou para sempre a mentalidade mundial: a contaminação de indivíduos pelo vírus HIV, causador da doença, dava-se por meio de contato sexual ou transfusão sanguínea. Falar abertamente sobre sexo seguro e uso injetável de drogas passou de tabu à necessidade e obrigação. A camisinha passou ser a grande arma desse esforço preventivo. E ainda hoje é!

A camisinha é a única capaz de reunir em um único método a prevenção da gravidez indesejada e das doenças sexualmente transmissíveis. Desse modo, permite relacionamentos sexuais seguros e minimiza o efeito da exposição a fatores de risco sofridos por um dos parceiros. A camisinha protege e respeita a escolha e os desejos sexuais de cada um. Com o advento da AIDS as camisinhas voltaram a ser comercializadas em grande escala. Estima-se que hoje mais de cinco bilhões de camisinhas são consumidas anualmente. As apresentações também se diversificaram. Há camisinhas de tamanhos, espessuras e cores diferentes. Há camisinhas aromatizadas. Camisinhas com textura externa para potencializar o desejo sexual na mulher. Em alguns casos de ejaculação precoce, a camisinha pode ser utilizada com sucesso para aumentar o tempo de ejaculação.



Fonte - http://www.giv.org.br/dstaids/camisinha.htm

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Latim




Aqui se encontra algumas frases celebres em latim, para quem tem curiosidade é otimo!

Observação: não sou conhecedor do Latim; as frases abaixo foram, na sua grande maioria, copiadas do livro de Paulo Rónai (Não Perca o seu Latim). Há um Dicionário de Expressões e Frases Latinas mais completo.


Está em: http://www.hkocher.info/minha_pagina/dicionario/0dicionario.htm

Ab aeterno, "Desde a eternidade".

Ab hoc, "Para isso" ou "Para esse fim"; (designado) para executar determinada tarefa: "uma comissão ad hoc".

Ab ovo, "Desde o ovo", "Desde o princípio".

Ad libitum, "À vontade" ou "A seu bel-prazer".

Ad Valorem, "Conforme o valor". Diz-se da tributação de uma mercadoria pelo valor (e não pelo peso ou volume).

A fortiori, "Com tanto mais razão".

Age quod agis, "Faze o que fazes", isto é, aplica-te completamente ao que estás fazendo.

Agnus Dei, "Cordeiro de Deus". Palavras com que São João Batista acolhe Jesus Cristo, na tradução latina da Vulgata (João, I, 29;36).

Alibi, "Alhures". Em Direito: ausência no lugar do crime, provada pela sua ausência noutro lugar. Já considerado palavra vernácula (álibi) por muitos dicionaristas.

Aquila non captat (ou capit) muscas, "A águia não cata (ou pega) moscas", isto é, uma pessoa importante não se incomoda com minudências.

Audaces (ou Audentes) fortuna juvat, "A sorte ajuda os audazes" (Virgílio, Eneida, Livro X, 284).

Audi, vide, tace, si vis vivere in pace, "Ouve, vê e cala, se quiseres viver em paz".

Aut Caesar, aut nihil, "Ou César, ou nada"

Benedicite, "Abençoai".

Brevis esse laboro, obscurus fio, "Esforço-me por ser breve (e) fico obscuro". Palavras com que Horácio (Arte Poética, 25-26) desaconselha aos escritores lacônicos.

Caeci sunt oculi, si animus alias res agit, "Os olhos são cegos, se o espírito se ocupa de outras coisas".

Caput, "Parágrafo", "capítulo".

Ceteris Paribus, "(Ficando) iguais as demais coisas", isto é, "sem que haja modificações de outras características".

Cogito, ergo sum, "Penso, logo existo". Tradução latina de Je pense, donc je sui, afirmação de René Descartes...

Conscia mens famae mendacia risit, "A boa consciência ri-se das mentiras da fama", isto é, do que dela dizem os mentirosos (Ovídio, Fastos, 311).

Consensus omnium, "Consenso de todos", "opinião geral".

Currente calamo, "Ao correr da pena", isto é, sem meditação, improvisadamente.

Data veniã, "Concedida a vênia"; "Com a devida vênia". Fórmula de cortesia com que se começa uma argumentação para discordar do interlocutor.

Dominus vobiscum, "Deus esteja convosco"

Ecce homo, "Eis o homem".

Et cetera, "E as demais coisas".

Ex abrupto, "De improviso"; "Intempestivamente".

Fac simile, "Faze igual". Aportuguezado em "fac-símile", indica reprodução fotográfica de texto manuscrito, mecanografado ou impresso.

Finis coronat opus, "(É o) fim (que) coroa a obra".Grosso modo, "De modo grosseiro", isto é, "aproximadamente".

Grosso modo, "De modo grosseiro", isto é, "aproximadamente".

Habeas corpus, "Que tenhas o teu corpo". A expressão completa é habeas corpus ad subjiciendum

Honoris causa, "Para a honra". Diz-se de título conferido sem exame, à guisa de homenagem: doutor honoris causa.

In dubio pro reo, "Na dúvida, pelo réu".

In extenso, "Na íntegra".




I.N.R.I.: abreviatura de Jesus Nazarenus Rex Judaeorum, "Jesus Nazareno rei dos Judeus". (Note-se que antigamente o som de j transcrevia-se por i.) (Ver nota)

Ipse dixit, frase que os pitagóricos costumavam responder aos pedidos de elucidações sobre a sua doutrina: “Ele disse”. Ele era Pitágoras. Cícero aduz esse costume como exemplo do predomínio da autoridade sobre a razão.

Jus prima noctis, "O direito da primeira noite". Pretenso direito do suserano de passar a primeira noite com a esposa do vassalo.

Latu sensu, "Em sentido amplo".

Libertas quae sera tamen, "Liberdade ainda que tardia".

Magister dixit, "O mestre (o) disse". Frase proverbial entre os antigos, popularizada pelos comentadores medievais de Aristóteles, para quem a opinião de seu mestre não admitia réplica.

Magna Charta, "A Grande Carta". A mais antiga constituição inglesa, outorgada pelo rei João Sem Terra aos barões ingleses em 1215.

Mathesis megiste, "Ensinamento supremo".

Mutatis mutantis, "Mudado o que deve ser mudado".

Natura non facit saltum (ou saltus), "A natureza não dá saltos". Aforismo para enunciar que não existem, na natureza, espécimes ou gêneros completamente separados, havendo sempre um elo que os liga.

Natura sarat, medices curat, "O médico trata, a natureza cura".

Ne sutor supra crepidam, "Não (suba) o sapateiro acima da sandália".

Nihil sub sole novum, "(Não há) nada de novo sob o Sol" (Eclesiastes, Prólogo, na tradução latina da Vulgata).

Non vivas ut edas, sed edas ut vivere possis, "Não vivas para comer, mas come para viver".

Nosce te ipsum, "Conhece-te a ti mesmo". Tradução latina da frase grega inscrita no frontão do tempo de Apolo em Delfos, atribuída a um dos Sete Sábios da Grécia.

Nullius in verba, "Não se contente com a palavra de ninguém". (Pensar Direito, Flew, A.)

Oculus domini saginat equum, "O olho do dono engorda o cavalo". Também se usa: "O olho do dono engorda o porco".

Omnia munda mundis, "Para os castos tudo é casto".

Opus Dei, "Obra de Deus". Associação internacional de católicos, leigos e padres, fundada em Madri, em 1928, cujos membros se dedicam a procurar a perfeição cristã dentro de seu estado de vida e no exercício de sua profissão.

Ora pro nobis, "Reza por nós".

Oratio vultus animi est, "O discurso é o rosto da alma".

Orbis pictus, "Mapa-mundi".

O solitudo, sola beatitudo, "Ó solidão, a única felicidade".

Pacem in terris, "Paz sobre a Terra".

Pari passu, "A passo igual"; "acompanhando lado a lado"; a par; a par e par; par e par.

Pars pro toto, "A parte pelo todo".

Pater Noster, "Padre Nosso", "Pai Nosso".

Pauca, sed bona, "Poucas coisas, mas boas", isto é, a qualidade deve ser superiro à quantidade.

Pro Brasilia fiant eximia, "Pelo Brasil seja feito o melhor".

Quid, "O ponto mais difícil", "o busílis". Em latim, pronome interrogativo cujo sentido é "quê"?

Quid pro quo, "Uma coisa pela outra", "confusão". Aportuguesado em quiproquó.

quod semper, quod ubique, quod ab omnia credita est, "Aquilo que todos, em toda parte, sempre acreditaram".

Res, non verba, "Fatos, não palavras". Emprega-se para dizer que uma situação exige ação, atos e não palavras.

Responsio mollis frangit iram, "Uma resposta branda desvia o furor".

Sapienti sat! "Ao sábio, basta!", isto é, "A bom entendedor meia palavra basta".

Sic, "Assim"

Tabula rasa, "Tabuinha lisa", "Tábua rasa".

Tantum homo habet de scientia quantum operatur, "O conhecimento que o homem possui é só aquele que aplica". São Francisco

Timeo hominem unius libri, "Deve-se temer não quem lê muitos livros, mas quem lê muito um só livro".

Ubi bene, ibi patria, "Onde (me sinto) bem, minha pátria é aí".

Ultima ratio rerum, "A derradeira solução".

Vade Mecum, "Vem comigo". Existe a forma aportuguesada vade-mécum.

Vanitas vanitatum, et omnia vanitas, "Vaidade das vaidades, e tudo (é) vaidade".

Vox populi, vox Dei, "Voz do povo, voz de Deus".

Fonte: RÓNAI, Paulo. Não Perca o seu Latim. Com a colaboração de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. 16. ed., Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.

INRI é o acrónimo de Iesu(a) Nazarenus Rex Iudaeorum, "Jesus Nazareno Rei dos Judeus". Segundo os evangelhos, foi o título que Pilatos ordenou que fosse fixado na cruz onde Jesus Cristo foi morto. Segundo o Evangelho de São João, Pilatos teria feito redigir o texto em latim, grego (Ἰησοῦς ὁ Ναζωραῖος ὁ Bασιλεὺς τῶν Ἰουδαίων ) e aramaico (ישוע הנצרת מלך היהודים)



Esotericamente, significa Igni Natura Renovatur Integra, "O Fogo renova completamente a Natureza", alusão ao poder de transmutação do fogo e aos conceitos de regeneração e ressurreição.

No Cristianismo Rosacruz, ainda é usada como as iniciais latinas das palavras hebraicas que representam os quatro elementos: Iam (água), Nour (fogo), Ruach (ar) e Iabeshah (terra).

Quem imagina que a sigla INRI foi criada somente na crucificação de Jesus, engana-se. Vemos o uso do mantra Inri secretamente entre os egípcios, os pársis (adoradores do Fogo no Irã), e mesmo entre os maias, astecas e incas (o deus Sol entre eles era chamado de INTI, uma variação de Inri). E entre os judeus pré-Jesus o Inri era entoado secretamente durante certos rituais entre os Essênios e os Ebionitas.

Alguns autores dão suas explicações particulares. Eliphas Levi afirma que este mantra sagrado significa Isis Naturae Regina Ineffabilis. Os primitivos Magi (os Iniciados persas) formavam com estas quatro letras três aforismos distintos: Ignem Natura Regenerando Integrat; Igne natura Renovatur Integrat; e Igne Nitrum Roris Invenitur.

Os significados para o INRI não param aí: outros devem ter e outros poderão advir, pois apercebe-se que ela já se tomou mística e a imaginação do homem não tem limites. E quando algo dessa natureza está envolta também de mistérios, mais surpresas nos reservam. Daqui a algum tempo, possivelmente, documentos guardados por sociedades iniciáticas darão outras interpretações para o tetragrama INRI.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/INRI