quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

História da Homosexualidade

Na Antiguidade, ninguém saía dizendo por aí que fulano era gay, mesmo que fosse. Por milhares de anos, o amor entre iguais era tão comum que não existia nem o conceito de homossexualidade

Pesquisadores apontam que a atividade homossexual masculina e feminina é comum em mais de 200 espécies de mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes e insetos, o que poderia indicar que também era praticada pelos homens pré-históricos. Entre os grandes macacos, como chimpanzés e gorilas, também rola sexo entre animais do mesmo gênero.

Abaixo o um artigo de Humberto Rodrigues e Cláudia de Castro Lima

A união civil entre pessoas do mesmo sexo pode parecer algo bastante recente, coisa de gente moderna. Apenas em 1989 a Dinamarca abraçou a causa – foi o primeiro país a fazer isso. Hoje, o casamento gay está amparado na lei de 21 nações. Essa marcha, porém, de nova não tem nada. Sua história retoma um tempo em que não havia necessidade de distinguir o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo – para os povos antigos, o conceito de homossexualidade simplesmente não existia.
As tribos das ilhas de Nova Guiné, Fiji e Salomão, no oceano Pacífico, cerca de 10 mil anos atrás já exercitavam algumas formas de homossexualidade ritual. Os melanésios acreditavam que o conhecimento sagrado só poderia ser transmitido por meio do coito entre duplas do mesmo sexo. No rito, um homem travestido representava um espírito dotado de grande alegria – e seus trejeitos não eram muito diferentes dos de um show de drag queens atual.
Um dos mais antigos e importantes conjuntos de leis do mundo, elaborado pelo imperador Hammurabi na antiga Mesopotâmia em cerca de 1750 a.C., contém alguns privilégios que deveriam ser dados aos prostitutos e às prostitutas que participavam dos cultos religiosos.

Eles eram sagrados e tinham relações com os homens devotos dentro dos templos da Mesopotâmia, Fenícia, Egito, Sicília e Índia, entre outros lugares. Herdeiras do Código de Hammurabi, as leis hititas chegam a reconhecer uniões entre pessoas do mesmo sexo. E olha que isso foi há mais de 3 mil anos.



Na Grécia e na Roma da Antiguidade, era absolutamente normal um homem mais velho ter relações sexuais com um mais jovem. O filósofo grego Sócrates (469-399), adepto do amor homossexual, pregava que o coito anal era a melhor forma de inspiração – e o sexo heterossexual, por sua vez, servia apenas para procriar.

Para a educação dos jovens atenienses, esperava-se que os adolescentes aceitassem a amizade e os laços de amor com homens mais velhos, para absorver suas virtudes e seus conhecimentos de filosofia. Após os 12 anos, desde que o garoto concordasse, transformava-se em um parceiro passivo até por volta dos 18 anos, com a aprovação de sua família. Normalmente, aos 25 tornava-se um homem – e aí esperava-se que assumisse o papel ativo.



Entre os romanos, os ideais amorosos eram equivalentes aos dos gregos. A pederastia (relação entre um homem adulto e um rapaz mais jovem) era encarada como um sentimento puro. No entanto, se a ordem fosse subvertida e um homem mais velho mantivesse relações sexuais com outro, estava estabelecida sua desgraça – os adultos passivos eram encarados com desprezo por toda a sociedade, a ponto de o sujeito ser impedido de exercer cargos públicos.

Boa parte do modo como os povos da Antiguidade encaravam o amor entre pessoas do mesmo sexo pode ser explicada – ou, ao menos, entendida – se levarmos em conta suas crenças. Na mitologia grega, romana ou entre os deuses hindus e babilônios, por exemplo, a homossexualidade existia. Muitos deuses antigos não têm sexo definido. Alguns, como o popularíssimo hindu Ganesh, da fortuna, teriam até mesmo nascido de uma relação entre duas divindades femininas. Não é nada difícil perceber que, na Antiguidade, o sexo não tinha como objetivo exclusivo a procriação. Isso começou a mudar, porém, com o advento do cristianismo.



Sexo para procriar
O judaísmo já pregava que as relações sexuais tinham como único fim a máxima exigida por Deus: “Crescei e multiplicai-vos”. Até o início do século 4, essa idéia, porém, ficou restrita à comunidade judaica e aos poucos cristãos que existiam. Nessa época, o imperador romano Constantino converteu-se à fé cristã – e, na seqüência, o cristianismo tornou-se obrigatório no maior império do mundo. Como o sexo passou a ser encarado apenas como forma de gerar filhos, a homossexualidade virou algo antinatural. Data de 390, do reinado de Teodósio, o Grande, o primeiro registro de um castigo corporal aplicado em gays.



O primeiro texto de lei proibindo sem reservas a homossexualidade foi promulgado mais tarde, em 533, pelo imperador cristão Justiniano(ver imagem a cima). Ele vinculou todas as relações homossexuais ao adultério – para o qual se previa a pena de morte. Mais tarde, em 538 e 544, outras leis obrigavam os homossexuais a arrepender-se de seus pecados e fazer penitência. O nascimento e a expansão do islamismo, a partir do século 7, junto com a força cristã, reforçaram a teoria do sexo para procriação.
Durante muito tempo, até meados do século 14, no entanto, embora a fé condenasse os prazeres da carne, na prática os costumes permaneciam os mesmos. A Igreja viu-se, a partir daí, diante de uma série de crises. Os católicos assistiram horrorizados à conversão ao protestantismo de diversas pessoas após a Reforma de Lutero. E, com o humanismo renascentista, os valores clássicos – e, assim, o gosto dos antigos pela forma masculina – voltaram à tona. Pintores, escritores, dramaturgos e poetas celebravam o amor entre homens. Além disso, entre a nobreza, que costumava ditar moda, a homossexualidade sempre correu solta. E, o mais importante, sem censura alguma – ficaram notórios os casos homossexuais de monarcas como o inglês Ricardo Coração de Leão (1157-1199).
No curto intervalo entre 1347 e 1351, a peste negra assolou a Europa e matou 25 milhões de pessoas. Como ninguém sabia a causa da doença, a especulação ultrapassava os limites da saúde pública e alcançava os costumes. O “pecado” em que viviam os homens passou a ser apontado como a causa dela e de diversas outras catástrofes, como fomes e guerras. Judeus, hereges e sodomitas tornaram-se a causa dos males da sociedade. Não havia outra solução a não ser a erradicação desses grupos. Medidas enérgicas foram tomadas. Em Florença, por exemplo, a sodomia foi proibida em 1432, com a criação dos Ufficiali di Notte (agentes da noite). O resultado? Setenta anos de perseguição aos homens que mantinham relações com outros. Entre 1432 e 1502, mais de 17 mil foram incriminados e 3 mil condenados por sodomia, numa população de 40 mil habitantes.



Leis duras foram estabelecidas em vários outros países europeus. Na Inglaterra, o século 19 começou com o enforcamento de vários cidadãos acusados de sodomia. E, entre 1800 e 1834, 80 homens foram mortos. Apenas em 1861 o país aboliu a pena de morte para os atos de sodomia, substituindo-a por uma pena de dez anos de trabalhos forçados.



Ciência maluca
Outro tratamento nada usual foi destinado tanto à homossexualidade quanto à ninfomania feminina: a lobotomia. Desenvolvida pelo neurocirurgião português António Egas Moniz, que chegou a ganhar o prêmio Nobel de Medicina de 1949 por isso, ela consistia em uma técnica cirúrgica que cortava um pedaço do cérebro dos doentes psiquiátricos, mais precisamente nervos do córtex pré-frontal. Na Suécia, 3 mil gays foram lobotomizados. Na Dinamarca, 3500 – a última cirurgia foi em 1981.

Nos Estados Unidos, cidadãos portadores de “disfunções sexuais” lobotomizados chegaram às dezenas de milhares. O tratamento médico era empregado porque a homossexualidade passou a ser vista como uma doença, uma espécie de defeito genético.
A preocupação científica com os gays começou no século 19. A expressão “homossexual” foi criada em 1848, pelo psicólogo alemão Karoly Maria Benkert. Sua definição para o termo: “Além do impulso sexual normal dos homens e das mulheres, a natureza, do seu modo soberano, dotou à nascença certos indivíduos masculinos e femininos do impulso homossexual(...). Esse impulso cria de antemão uma aversão direta ao sexo oposto”. Em 1897, o inglês Havelock Ellis publicou o primeiro livro médico sobre homossexualismo em inglês, Sexual Inversion (“Inversão sexual”, inédito no Brasil). Como muitos da época, ele defendia a idéia de que a homossexualidade era congênita e hereditária. A opinião científica, médica e psiquiátrica vigente era de que a homossexualidade era uma doença resultante de anormalidade genética associada a problemas mentais na família. A teoria, junto das idéias emergentes sobre pureza racial e eugenismo nos anos 1930, torna fácil entender por que a lobotomia foi indicada para os homossexuais.


A situação só começou a mudar no fim do século passado, quando a discussão passou a se libertar de estigmas. Em 1979, a Associação Americana de Psiquiatria finalmente tirou a homossexualidade de sua lista oficial de doenças mentais. Na mesma época, o advento da aids teve um resultado ambíguo para os homossexuais. Embora tenha ressuscitado o preconceito, já que a doença foi associada aos gays a princípio, também fez com que muitos deles viessem à tona, sem medo de mostrar a cara, para reivindicar seus direitos. Durante os anos 80 e 90, a maioria dos países desenvolvidos descriminalizou a homossexualidade e proibiu a discriminação contra gays e lésbicas. Em 2004, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos invalidou todas as leis estaduais que ainda proibiam a sodomia.
“Em toda a história e em todo o mundo a homossexualidade tem sido um componente da vida humana”, escreveu William Naphy, diretor do colégio de Teologia, História e Filosofia da Universidade de Aberdeen, Reino Unido, em Born to Be Gay – História da Homossexualidade. “Nesse sentido, não pode ser considerada antinatural ou anormal. Não há dúvida de que a homossexualidade é e sempre foi menos comum do que a heterossexualidade. No entanto, a homossexualidade é claramente uma característica muito real da espécie humana.” Para muitos, ainda hoje sair do armário continua sendo uma questão de tempo. As portas, no entanto, vêm sendo abertas desde a Antiguidade.

Este armário não te pertence
Personalidades que não escondiam suas preferências

O que tinham em comum pessoas como os imperadores Adriano e Nero, o filósofo Sócrates, o artista e inventor Leonardo da Vinci? Todos eles mantiveram relações sexuais com pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade experimentou ao longo da história da humanidade diversos altos e baixos. De comportamento absolutamente natural, passou a ser “pecado” e até a ser crime. Aqui, algumas histórias de personalidades que amaram seus iguais.

Alexandre, o Grande

O conquistador Alexandre, o Grande (356-323 a.C.), também foi conquistado. Seu amante era Hefastião, seu braço direito e ocupante de um importante posto no Exército. Quando ele morreu de febre, na volta de uma campanha na Índia, Alexandre caiu em desespero: ficou sem comer e beber por vários dias. Mandou proporcionar a seu amado um funeral majestoso: os preparativos foram tantos que a cerimônia só pôde ser realizada seis meses depois da morte. Alexandre fez questão de dirigir a carruagem fúnebre, decretando luto oficial em seu reino.

Júlio César

O romano Suetônio escreveu em seu As Vidas dos Doze Césares, livro do século 2, sobre os hábitos dos governantes do fim da república e do começo do Império Romano. Dos 12, só um deles, Cláudio, nunca teve relações homossexuais. O mais famoso, Júlio César (100-44 a.C.), teve aos 19 anos um relacionamento com o rei Nicomedes – César era o passivo. Entre todos os romanos, os mais excêntricos foram Calígula (12-41 d.C.) e Nero (37-68). O primeiro obrigava súditos a beijar seu pênis. O segundo teve dois maridos e manteve relações com a própria mãe.

Maria Antonieta

Segundo William Naphy no livro Born to Be Gay, havia um “reconhecimento generalizado da bissexualidade” da rainha da França Maria Antonieta (1755-1793). O escritor inglês Heste Thrale-Piozzi escreveu, em 1789, que a monarca encontrava-se “à cabeça de um grupo de monstros que se conhecem uns aos outros por safistas” – ou seja, lésbicas.

Ricardo Coração de Leão

As aventuras homossexuais do rei inglês Ricardo I (1157-1199) eram notórias na época. Um de seus casos, quando ele ainda era duque de Aquitânia, foi com outro nobre, Filipe II, rei da França. Uma crônica da época afirma: “Comiam os dois todos os dias à mesma mesa e do mesmo prato, e à noite as suas camas não os separavam. E o rei da França amava-o como à própria alma”. Outros monarcas europeus, como Henrique III da França (1551-1589) e Jaime IV da Escócia e I da Inglaterra (1566-1625), também tiveram vários amantes do mesmo sexo.

Oscar Wilde

O dramaturgo inglês (1854-1900) casou-se e teve dois filhos, mas também teve vários casos com homens. A relação mais marcante foi com o lorde Alfred Douglas, com quem mantinha o hábito de procurar jovens operários para o sexo. O pai do amante, o marquês de Queensberry, acusou Wilde de ser sodomita. O escritor processou o nobre por difamação – e arruinou-se. Foram três julgamentos, e o marquês juntara provas de sodomia contra ele. Wilde foi condenado a dois anos de trabalhos forçados. Na prisão, definhou – e morreu pouco tempo após deixar a cadeia.

Amor na ilha de Lesbos

Há muito pouco registro do lesbianismo até o século 18
O historiador romano Plutarco dizia, no século 1, que na cidade grega de Esparta todas as melhores mulheres amavam garotas. Apesar disso, há muito pouco registro sobre o lesbianismo até pelo menos o século 18. Os termos “lesbianismo” e “lésbica”, aliás, têm origem na ilha grega de Lesbos, no mar Egeu, local de nascimento da poetisa Safo (610-580 a.C.) – seu nome originou a palavra “safismo”.

Embora os livros de Safo tenham sido queimados por ordem de Gregório de Nazianzus, bispo de Constantinopla, cerca de 200 fragmentos resistiram ao tempo e ao cristianismo. Os poemas revelam uma paixão exuberante ao amor feminino, o que faz crer que a autora tenha partilhado desse sentimento. É impossível, no entanto, afirmar se a autora realmente amou as mulheres que enaltece em seus poemas – ou se era apenas uma questão de estilo. Um dos primeiros códigos legais a fazer menção ao homossexualismo feminino é um francês de 1270. Ele estabelecia que o homem que mantivesse relação homossexual deveria ser castrado e, se reincidente, morto. E também que uma mulher que tivesse relações com outra mulher perderia o “membro” se fosse pega. Que “membro” seria cortado, porém, o código não especifica.

Saiba mais
Livros
Born to Be Gay – História da Homossexualidade, William Naphy, Edições 70, 2006
No livro, o autor faz um profundo estudo da homossexualidade desde a Antiguidade.
O Amor Entre Iguais, Humberto Rodrigues, Mythos, 2004
Traz aspectos históricos, sociais e legais sobre o assunto.

Fonte:

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Solstício de Inverno



Existem varias formas diferentes de comemorar o Solstício de Inverno, qualquer pagão pode encontrar diversas formas diferentes de celebrar esse festival de nascimento da natureza!

No entanto, colocarei aqui no Simaltar um ritual usando somente invocações de Deuses Egípcios, algumas dessas invocações são extremamente antigas e usadas pelos egipcios.

Mas primeiramente, gostaria de contar-lhes como foi o nascimento de Hórus...


Após a morte de Wesir (Osíris), Set colocou Aset em uma casa de tecelagem. Thot foi o Deus que ajudou-a a sair.
- Venha, Deusa Isis. Siga meu conselho e escape deste lugar. Eu A prometo que a força de Seu filho, Horus crescerá duplicada. Ele vingará a morte do Seu pai e sentará em Seu trono, e ele governará as duas Terras do Egito.
Ela seguiu o seu conselho. Em uma noite, ela escapou da prisão, levando consigo seu filho Heru e sete escorpiões como companheiras e guardiãs. Tefen e Befen atrás de Isis, à sua direita Mestet, à sua esquerda Mestetef. À sua frente, Petet, Thetet e Maatet. Enquanto elas viajavam, Isis falou com as escorpiões com uma voz que penetrou e reverberou dentro delas:
- Ouçam-me e obedeçam-me, pois é sábio aquele que obedece a voz de Isis. Não conheçam “A Negra” e não saúdem “a Vermelha”; não diferenciem a alta da humilde. Mantenham seus rostos virados para a Terra e guiem-me para o local seguro. Tenham cuidado para não guiarem aquele que procura por mim, até que tenhamos alcançado “A Casa do Crocodilo”.
E elas o fizeram, guiando a Deusa para a cidade das Duas Sandálias Divinas. Isis chegou cansada e se aproximou da chefe da cidade, Lady Usert, e pediu abrigo. A mulher, vendo as escorpiões que acompanhavam Isis, sentiu medo, e depois raiva por essa mulher, que ela não reconheceu ser a Deusa, ousava se aproximar de sua casa com sete criaturas tão perigosas. Então ela fechou a porta.
Naquela noite, Tefen e as outras escorpiões discutiam a rejeição, e Isis encontrou refúgio com uma pobre mulher dos pântanos. As escorpiões decidiram se vingar de Lady Usert e juntaram todo o seu veneno na cauda de Tefen. Ela entrou na casa da mulher por debaixo da porta e picou o filho de Lady Usert. Ele caiu instantaneamente pelo efeito do veneno e um fogo furioso irrompeu da casa.
Vendo o que aconteceu, Usert deixou escapar um grito de dor, chorando sobre seu filho e pela destruição de sua casa. Ela andou pelas ruas pedindo ajuda, mas ninguém a atendeu. Isis apiedou-se da mulher e principalmente de seu filho inocente.
- Nobre Senhora, venha a mim. Minha boca carrega vida. Eu sou uma mulher cujas palavras têm o poder de proteger. É bem sabido em minha cidade que minhas palavras dão vida. Traga o garoto para mim e eu eliminarei o mal.
Isis colocou suas mãos sobre o garoto e falou as palavras que eliminariam o veneno:
- Veneno de Tefen, venha, vá para a terra, não penetre; veneno de Befen, venha, vá para a terra. Eu sou a divina Aset, Senhora da Magia, Senhora das Palavras de Poder. Caia, veneno de Mestet, não corra. Veneno de Mestetef, não se eleve. Veneno de Petet, Thetet e Maatet, deixem a criança! A criança vive e o veneno morre.
O veneno obedeceu a Deusa e a criança viveu. E a chuva caiu, extinguindo o fogo da casa de Usert.
Isis estava contente pela criança, mas seu coração estava cheio de pesar.
- Estou sozinha. Ninguém tem mais tristeza do que eu. Eu sou como um homem velho cujo coração não mais se alegra em ver belas mulheres. Fiéis escorpiões, voltem suas faces mais uma vez para o chão e guiem-me para os pântanos de papiro onde eu posso me esconder com meu filho.
Vendo a Deusa, seu filho e as escorpiões partirem, Lady Usert ficou cheia de remorso. Ela encheu a casa da pobre mulher que acolheu a Deusa de belos presentes, coisas de sua própria casa. Mas ela ainda sentia muita culpa pela noite, compreendendo que foi por causa dela que ela e seu filho sofreram.



Comemorando o Nascimento de Horus no Soltício de Inverno:
Abra o circulo normalmente.

O altar é decorado com plantas como pinho, alecrim, Louro, zimbo e cedro, os quais podem ser utilizados para marcar o Círculo.

Coloque no caldeirão uma VELA vermelha dentro do caldeirão.

Prepare o Altar, acenda as VELAS e o INCENSO , crie o círculo, invoque a Deusa e o Deus.

Invocação a Isis:

Ísis da Lua,
Você que é tudo o que já existiu,
Tudo o que é
E tudo o que será:
Venha, Rainha velada da Noite!
Venha como o aroma do lótus sagrado
Carregando meu círculo
Com amor e magia.
Desça sobre meu círculo,
Eu peço,
Ó abençoada Ísis!

Invocação a Osíris:

"Oh Rei Osíris
Você se foi, mas retornará.
Você adormeceu, mas acordará.
Você morreu, mas viverá.
A tumba estará aberta para você.
As portas do sarcófago foram afastadas para você.
As portas do céu estão completamente abertas para você."


De pé diante do caldeirão, contemple seu interior.

Diga:

Porque eu sou a primeira e a última
Eu sou a venerada e a desprezada
Eu sou a prostituta e a santa
Eu sou a esposa e a virgem
Eu sou a mãe e a filha
Eu sou os braços de minha mãe
Eu sou a estéril, e numerosos são meus filhos
Eu sou a bem-casada e a solteira
Eu sou a que dá a luz e a que jamais procriou
Eu sou a esposa e o esposo
E foi meu homem quem me gerou em seu ventre
Eu sou a mãe do meu pai
Sou a irmã de meu marido
E ele é o meu filho rejeitado
Respeitem-me sempre
Porque eu sou a escandalosa e a discreta.

Ascenda a vela dentro do caldeirão e diga:

Oh benevolente Ísis
que protegeu o seu irmão Osiris,
que procurou por ele incansavelmente,
que atravessou o país enlutada,
e nunca descansou antes de tê-lo encontrado.
Ela, que lhe proporcionou sombra com suas asas
e lhe deu ar com suas penas,
que se alegrou e levou o seu irmão para casa.
Ela, que reviveu o que, para o deseperançado, estava morto,
que recebeu a sua semente e concebeu um herdeiro,
e que o alimentou na solidão,
enquanto ninguém sabia quem era...


Medite sobre o Yule e o nascimento de Hórus

"Por ele o mundo é julgado naquilo que contém. O céu e a terra encontram-se sob sua presença imediata. Governa todos os seres humanos. O sol dá volta segundo sua vontade. Produz abundância e a distribui pela Terra. Todos adoram sua beleza. Doce é seu amor em nós"

Após algum tempo, pare e novamente de pé diante do altar e do caldeirão no fogo, diga:

Sou Hórus, o grande Falcão sobre os muros daquele cujo nome é oculto. Meu vôo atingiu o horizonte. Passei pelos deuses de Nut. Fui mais longe que os deuses de antanho. Mesmo o pássaro mais velho não poderia igualar o meu primeiro vôo. Removi meu lugar para além dos poderes de Seth, o adversário de meu pai Osíris. Nenhum outro deus poderia fazer o que fiz. Trouxe os caminhos da eternidade para o crepúsculo da manhã. Sou único em meu vôo. Minha fúria está voltada contra o inimigo de meu pai Osíris e colocá-lo-ei sob meus pés sob meu nome de "Manto Vermelho". Nesse ponto alguns dos deuses devem ter protestado e Hórus rebate: O hálito chamejante de vossas bocas não me causará mal. O que poderíeis dizer contra mim não me afetaria, pois sou o Hórus, cujo domínio se estende muito além de deuses ou homens, e também sou Hórus, filho de Ísis.

-Por Horus-



O Solsticio de Inverno na Mitologia Egipcia:
No solstício de inverno , a imagem de Hórus, sob forma de menino recém-nascido, era retirada do santuário para ser exposta à adoração da multidão. Era considerado idêntico e feito “da mesma substância de seu pai, Osíris”. Assim como seu pai, estava relacionado ao juízo das almas no mundo inferior, apresentando as almas ao Juiz Divino.
Exatamente no dia do solstício de inverno , visto da entrada da Grande Pirâmide, o Sol nasce exatamente na cabeça da Esfinge, e ilumina DIRETAMENTE a entrada das pirâmides. Era o dia considerado ideal para as iniciações no antigo Egito, por marcar o retorno do Sol (luz). As pirâmides e o Mistério de Órion
Localização das pirâmides do Egito Foi Imothep ( Hermes Trismesgistos , como os gregos o chamaram posteriormente) que determinou a localização onde se construiria Saqqara para as suas misteriosas finalidades. Está situada na área entre 31 e 32 graus de longitude Leste e 29 e 30 graus de latitude Norte. Foi a única área no Egito onde se construiriam pirâmides.

Inicialmente, a região do Egito estava sob controle de dois reinos diferentes. Zonas agrícolas eram constituídas aos longo das margens sul e norte do rio Nilo, e conforme houve a proximidade de tais áreas, regidas
As pirâmides estão colocadas num lugar muito especial na face da Terra - estão no centro exato da superfície terrestre do planeta, dividindo a massa de terra em quadrantes aproximadamente iguais. - Ponto Telúrico - (Proporção áurea 2/3). E não se trata de defeito da foto! Nesta outra tomada, podemos notar que existe uma misteriosa triangulação entre a Esfinge, as três grandes pirâmides (oficialmente denominadas Queóps, Quéfren e Miquerinos) e a misteriosa estrutura esférica! Longitude: 30 Latitude : 31 Pirâmides do Egito
As pirâmides estão colocadas num lugar muito especial na face da Terra - estão no centro exato da superfície terrestre do planeta , dividindo a massa de terra em quadrantes aproximadamente iguais. (Proporção áurea 2/3). Pontos telúricos da terra EGIPCIOS MAIAS
Pontos telúricos da TERRA Pontos telúricos na Terra
Os "respiradouros" da pirâmide de Quéops apontavam para a Constelação de Órion , aparentemente com o objetivo de mirar a alma do rei morto em direção àquela constelação. Cinturão de Orion
Gizé é o nome do local onde estão as 3 pirâmides: A maior é a de Queóps, um pouco menor a Quéfren e a menor é a de Miquerinos.
Existiriam misteriosas energias geradas, e simultaneamente atraídas, pelas pirâmides ou até mesmo pelas suas simples formas geométricas? Comprovadamente fluem por intermédio dessas estruturas (mesmo que nas simples réplicas) três tipos de energias: Eletrostática, Piezoelétrica e uma terceira, desconhecida, temporariamente batizada de " Energia X ".
É um ponto de força (telúrico) no planeta que aumenta os efeitos da pirâmide que Imothep construiu. Esta localização era fundamental para que a pirâmide operasse como um condensador elétrico que captava, como uma antena, a energia positiva da atmosfera nos cristais de quartzo dos azulejos de granito que a revestiam externamente. Saqqara fica sobre um do nódulos principais da rede eletromagnética do planeta onde se pode melhor utilizar a energia telúrica para fazer vibrar uma grande massa de pedra.
A pirâmide foi alinhada com os pontos cardeais. Constituiu-se na primeira parte da máquina quântica construída por Imothep. (900.000 ton de rocha com alto teor de quartzo, de efeito Piezoelétrico) Saqqara era circundada por um muro com dez metros de altura, quinhentos e cinquenta metros de comprimento e duzentos e setenta e cinco metros de largura (metade do comprimento).
Vista área do complexo de Gizé Todas as construções na planície de Gizé estão espetacularmente alinhadas. Alinhamentos das Pirâmides e da Esfinge Alinhadas na direção da Constelação de ORION no dia do Solstício de Inverno



E as fotos dos satélites da NASA recentemente trouxeram à luz este outro estonteante enigma! Aqui temos uma visão geral da Esfinge, bem na extremidade esquerda . Logo atrás, a Grande Pirâmide . Veja o que a linha azul aponta... A entrada da grande pirâmide! Aqui o Sol ilumina diretamente no Solstício de Inverno ! Algo que somente é possível ser visualizado a partir do ar!

A ESFINGE



A Esfinge não foi construida com blocos quadrados, como as pirâmides e templos os quais guarda, mas esculpida na rocha bruta (monolítica).
Seus escultores lhe deram a cabeça de um homem (alguns dizem ser de uma mulher) e um corpo de um leão.
Tem 65 pés (20 metros) de altura e 241 pés (73.5 metros) de comprimento.
Seus olhos, virados para leste, contemplam fixamente o horizonte distante. No solstício seus olhos miram o sol de frente , e as luzes e energias do sol adentram diretamente a porta de entrada das pirâmides.
O Enigma da Esfinge : A Esfinge é sem dúvida, uma relíquia de outro tempo. De uma cultura que possuia um conhecimento, de longe, muito maior que o nosso. Há uma tradição que diz: “ a Esfinge é um grande e complexo hieróglifo, que contém a totalidade do conhecimento antigo. DECIFRA-ME…OU TE DEVORAREI !” Este é o famoso " ENIGMA DA ESFINGE " que dos tempos mais antigos tantas almas tentaram resolver.
E não é somente isso! O Egito guarda outros profundos mistérios que se situam para muito além da nossa imaginação.
A Esfinge misteriosa de Gizé, guardiã absoluta dos mais profundos segredos da antigüidade misteriosa, como também da História.

Feliz Yule
Feliz Solstício de Inverno
Feliz Natal
Que Harpocrates ou o Horus Menino nos abençoe sempre!
Que assim seja!



Quer saber mais sobre o Yule?
Visite o site: http://tuathadulac.blogspot.com/
Muito Bom!!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A Vida Sexual no Antigo Egito

Voltando ao Simaltar, venho com um poste ao qual remete a minha nova abordagem em meu Trabalho de Conclusão de Curso - TCC. Não só inovador trabalhar com Egiptologia em pleno serrado tocantinense na Universidade Federal do Tocantins, eu preferi tratar o aspecto da sexualidade no Antigo Egito, para assim não só compreendermos melhor essa antiga sociedade, mais também para haver "comparações" e contraposições da sociedade contemporânea.
Esse tema trata de fatores que se tornaram tabus na contemporaneidade como: Prostituição, homossexualidade, traição, incesto entre vários outros aspectos dessa rica sociedade antiga.
Por - Simaltar





O historiador espanhol José Miguel Parra Ortiz, autor de "A vida amorosa no Antigo Egipto" afirma que os egípcios não tinham tabus e "tinham todas as perversões, mas eram publicamente contidos e calmos".
O historiador espanhol José Miguel Parra Ortiz, autor de "A vida amorosa no Antigo Egipto" afirmou que os egípcios "tinham todas as perversões, mas eram publicamente contidos e calmos".

O autor de "A vida amorosa no Antigo Egipto. Sexo, matrimónio e erotismo", título editado pela Esfera dos Livros, afirmou que a vida sexual não era um tabu para os antigos egípcios que "não gostavam de a expressar publicamente", nomeadamente em pinturas.

Em declarações à Lusa, o historiador espanhol esclareceu: "Estavam tão interessados em sexo como qualquer outro povo, mas seguiam um pouco o modelo vitoriano, em que em público nada transparecia, e era tudo calmo, e dentro de portas imperava a imaginação".

"Tinham todos os tipos de perversão, e tanto quanto se conhece até hoje, não havia qualquer tabu", disse.

Os antigos egípcios, referiu, "fechavam os olhos a certas práticas desde que houvesse filhos".

O essencial desta civilização marcada pelo ciclo das cheias do rio Nilo que fecundava as terras, era "ter filhos, ter herdeiros, garantir uma continuidade era essencial".

Homossexualidade não era condenada, desde que houvesse herdeiros

"A homossexualidade - exemplificou - não era explicitamente condenada pelo ato em si, mas por dessa relação não surgirem filhos. Se um dos intervenientes já tivesse herdeiros, mesmo que adotados, fechavam os olhos".

O erotismo e a vida sexual são duas áreas pouco estudadas, "quer pela falta de fontes, quer pelo puritanismo de alguns arqueólogos".

O historiador citou casos de investigadores que retiraram referências fálicas encontradas em estatuetas, ou até documentos que foram escondidos.

O papiro erótico de Turim, conhecido desde o início do século XIX, só foi publicado em 1973, por exemplo. Outro caso é a censura feita pelo Metropolitan Museum de Nova Iorque a uma cena erótica desenhada num couro.

Os egípcios deixaram também poucos testemunhos sobre estas matérias, constituindo o "papiro de Turim" sobre o qual há várias interpretações, um dos documentos mais completos.
Objectos e documentos de cariz erótico

Há também objetos, "algumas oferendas de cariz erótico deixadas junto dos cadáveres mumificados que se acreditava que ressuscitavam no outro mundo, e também falos que eram colocados junto do altar da deusa Hator".

"Dado o tamanho adequado de determinados falos feitos em madeira e pedra, que foram encontrados, subsiste a hipótese de que se masturbavam com os objetos, e os entregavam posteriormente aos deuses, como forma de alcançar uma maior carga mágica, garantir a fertilidade ou recuperar a potência sexual".

"Há documentos que referenciam atos que identificaríamos hoje como de sadismo e masoquismo, e relatos literários que referem a existência de sexo antes do matrimónio".

A virgindade não era uma preocupação, segundo o egiptólogo: "As mulheres egípcias eram mais apreciadas depois de terem dado à luz, a questão da virgindade não era de todo a mais importante, e mais uma vez prevalece a procriação que vai ao encontro da ideologia oficial do amor: 'sexo apenas com o sentido de procriar'", disse.

"Encontrámos também relatos de relações extra-conjugais, sem que tal fosse condenado, e até narrativas da participação de um terceiro elemento na relação conjugal", disse.